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Quem vencerá?
Uma guerra entre irmãos, uma guerra perdida.
Quem perderá?
Um povo escolhido, um povo ferido.
Alguns anos atrás, também em período de eleições, essa música me veio à mente. É triste pensar que uma música crítica escrita em 2008 seja ainda tão atual. Olhando para 2018, quando escrevi sobre essa música pela primeira vez, me vejo como um homem um pouco mais maduro e também mais atento aos detalhes do mundo.
Me entristece pensar que em cada ano de eleições em nosso país, sejam elas municipais ou nacionais, pequenas guerras começam entre colegas, amigos e familiares, intensificando-se principalmente nas eleições presidenciais. Um acaba querendo impor ao outro sua visão política e seu candidato de estimação, mas, no fim, acabamos esquecendo dos bens maiores, que deveriam ser os reais benefícios para o nosso país. E, justamente por isso, não deveríamos invalidar as escolhas uns dos outros, mas saber ser respeitosos com as diferentes opiniões e sermos capazes de tomar um cafézinho juntos.
Vejo ruínas de uma guerra
Mais uma guerra por nossas mãos
As armas foram as palavras
A vaidade, a motivação
Conforme tenho visto, e também relembrado mais recentemente com minha leitura completa da Bíblia (um plano “speedrun” de 150 dias), a partir do momento em que o povo de Deus começava a confiar mais em seus governantes do que no próprio Deus, a nação vivenciava uma grande queda; e quando voltavam os olhos para Deus, as coisas começavam a se ajustar, mesmo sofrendo as consequências de suas escolhas. Isso me faz lembrar do clássico versículo de EBD: “feliz a nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33:12), refletindo que o povo que escolhia Deus como seu líder, e não pessoas, tinha bênçãos decorrentes dessa escolha.
Eu posso citar amigos e até mesmo familiares que, por causa de política, deixaram suas histórias de amor e carinho de lado por conta de uma pessoa que nunca viram e que vai governar nosso país, muito provavelmente com o mesmo histórico de muitos dos que estiveram à frente do nosso país desde a Independência: trazendo alguns de fato benefícios para o nosso país, porém não suficientes, e fazendo coisas em benefício próprio e de seus familiares. Parafraseando meu texto original: o seu “deus” político te ouviu nos seus piores dias e te estendeu a mão quando você mais precisou?
Quebradas foram as alianças
Palavras que trouxeram divisão
Pregadas, cantadas, faladas
Por muitos que diziam ser irmãos
Confesso que eu, Aloísio, ainda tenho muitas dúvidas sobre todos os cargos que serão votados. As minhas opções, recentemente, se envolveram em situações e falas que me fizeram questionar se eles seriam de fato minha “tecla verde”. No fim, independentemente da minha escolha final e de quem acabar sendo eleito, que eu siga o exemplo bíblico de “orar pelos governantes e autoridades” (1 Timóteo 2:1-2), porque, afinal, tanto eles como nós somos pecadores e carecemos da glória de Deus (Romanos 3:23).
Que as feridas e guerras sejam colocadas de lado, e que nossos olhos se voltem para o maior exemplo de amor mostrado na Cruz.
Na Cruz o exemplo nos foi dado
Onde ficou o amor que nos fez um?
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