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Tanlan na Plano B; Por Eduardo Thomaz

Era uma noite de Sábado. Uma noite de um Sábado qualquer pra muita gente, exceto para os pernambucanos admiradores da Tanlan. Para estes, era uma noite muito especial, afinal, a banda faria show no estado naquela noite. O local escolhido para abrigar o show foi o Plano B (Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife).

Adolescentes, jovens e adultos de diferentes cidades haviam se deslocado até o local. Entre eles, havia quem já conhecesse o trabalho da banda e quem só a conhecesse por nome e por ótimas referências, mas o sentimento de ansiedade era comum.

Luzes-ambiente apagadas, jogo de luz aceso, projetores ligados, bancos afastados, instrumentos a postos. Assim encontrava-se o ambiente para receber a banda formada por três gaúchos e um pernambucano. Era notório que algo muito bom aconteceria ali, porém nem mesmo as guitarras poderiam fazer referência tão forte à arena de rock que o ambiente se tornaria.

Após duas horas de espera, um curioso vídeo gravado num estúdio – protagonizado por um simpático louva-deus – começa a ser transmitido, era a deixa pra entrada da banda. Olhos atentos e perplexos acompanhavam o tal vídeo, enquanto os integrantes da banda entravam e posicionavam-se em seus lugares.

Imediatamente após o vídeo, um riff de guitarra acompanhado por uma explosiva bateria começam a ser ouvidos, era “Um dia a mais”: música de temática existencial que dá título ao novo álbum. O público logo ocupou o espaço em frente ao palco, de lá saindo só ao final do show. Por conta disso, a apresentação tomou um ar mais intimista, onde era possível ouvir cada diálogo entre os integrantes da banda e observar cada nota executada nos instrumentos de corda.

Na sequência, foi tocada “Bem-vindo”, acompanhada por quase todos os presentes que cantavam/berravam e pulavam ao som da instigante música. O contagiante, explosivo e envolvente show prosseguiu com “Aonde vou”, “Meu nome, meu sangue”, “Tudo que eu queria”, “De onde vem”, “Cada segundo”, “A música acabou”, “Aprender”, “Vaidade”, “Quando eu vejo”, Louco Amor”, “Quero viver” e “Hermético”. O setlist da noite foi composto por músicas dos dois álbuns da banda: Tudo o que eu queria (2008) e Um dia a mais (2012), além de alguns covers como Beatles e Legião Urbana.

Fábio Sampaio, Lucas Moser, Tiago Garros e Fernando Garros deram um espetáculo de técnica, criatividade, carisma e rock’n’roll no último dia 05; um show pra ninguém botar defeito! O quarteto sabe, como poucos, contagiar e cativar o público. Nos rostos do que estavam presentes, era possível perceber o sentimento de satisfação e alegria.

Após o show, os integrantes permaneceram no local para um momento de socialização com o público, mostrando carisma e humildade também após o fechar das cortinas.

Em resumo, a apresentação da Tanlan foi grandiosa e densa demais pra ser sintetizada numa resenha, apenas os que estavam presentes sabem a dimensão de tal acontecimento. Aos que nunca foram a um show de Tanlan, um conselho: aproveitem enquanto a banda está nessa passagem do alternativo ao pop, pois com o talento e inteligência dos integrantes, não vai demorar muito pra que a banda se torne uma das maiores do pop/rock nacional, consequentemente, será cada vez mais difícil manter uma interação tão íntima com a banda.

À Tanlan, um sincero agradecimento pelas músicas tão relevantes e pelos shows sempre tão instigantes. Esperamos que a banda volte logo ao Recife.

Sobre o Autor

Modernizar o passado é uma evolução musical. (8)

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