Álbum "The Awakening"

Como previsto, no dia 21 de Agosto o P.O.D. fez o lançamento de seu novo álbum, intitulado The Awakening, como já havíamos adiantado aqui. E, claro, eu não poderia deixar de ouvir. Alías, ouvi várias e várias vezes e agora compartilho com vocês minha breve análise.

Ao ouvir música após música, dá pra perceber vários elementos que caracterizaram a banda em seus primeiros álbuns. Alguns trechos lembram o álbum “The Fundamental Elements of Southtown”. No entanto, deu pra notar mais maturidade nas guitarras. O próprio guitarrista admitiu isso: “Eu costumava querer colocar muitas faixas de guitarra no álbum quanto pudesse, pois achava que isso é o que eu tinha de fazer. Mas como eu estou ficando mais velho, percebi que quanto mais espaço você deixa para todos os instrumentos, tudo respira, tem uma energia e uma vibe“, disse Marcos Curiel, guitarrista da banda.

Outra característica interessante é que cada música é colocada dentro de um contexto. Segundo Sonny, vocalista da banda “cada canção, em última análise, explora como um personagem lida com a vida, cometendo erros, lutando, tentando”. Esta contextualização nas músicas ocorre através de vozes, diálogos e alguns ruídos que ocorrem antes, durante ou depois de cada música, de forma a identificar qual o contexto da canção. Se você tem um inglês fluente, talvez vá gostar deste recurso. Mas no geral, acho meio esquisito. Fico me imaginando ouvindo o álbum no carro: uma faixa termina, o cd-player mostra que a faixa seguinte já está sendo reproduzida, mas o que se escuta é uma conversa em inglês, as vezes em baixo volume, alguns barulhos, alarme de carro… e a música nada. É, eu prefiro só a música mesmo. 🙂

Mas de uma forma geral, “The Awakening” é um excelente álbum e que requer que você o ouça mais para gostar mais. Quando se ouve pela primeira vez, dá uma sensação ter no máximo duas músicas boas. Mas ao ouvir novamente com mais atenção, você passa a gostar mais das canções, dado a diversos detalhes inseridos e uma musicalidade um pouco diferente do “padrão”, o que é ótimo! O álbum recebeu ótimas avaliações dos principais rankings do ramo, sempre acima de 4 estrelas.

Na minha humilde opinião, a música mais legal do álbum é “This goes out you”, que foi apresentada pela banda bem antes do lançamento do álbum e que o Apenas Música também noticiou aqui. A letra deixa uma impressão clara de que é uma música de agradecimento da banda aos fãs e ouvintes de P.O.D.

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=wxl6HEBqQPE]

Também gostei muito de “Rise of NWO” (parace ter vindo do álbum “The Fundamental Elements of Southtown”), “Criminal Conversations”, “Speed Demon” e “Revolución”.

Infelizmente, teve uma música em especial que não me agradou muito: “Want it all” parece um jazz , uma baladinha com saxofone em vários trechos que lembra trilha sonora de filme antigo… dá impressão que você pode encaixá-la perfeitamente no filme “Inimigos Públicos”, dependendo da cena, claro. Ou seja, fugiu bastante da proposta geral do álbum. Mas não deixa de ser uma música de qualidade e há de agradar alguns.

Bom, sem mais delongas, se você ainda não ouviu The Awakening, confira abaixo:

 

 

Ficha técnica resumida:
Lançamento: 21 de Agosto de 2015
Gravação: 2014–2015
Gênero: Metal Alternativo, Metal Cristão, New Metal, Rap Metal
Tempo total: 45:24
Gravadora/Selo: Universal, T-Boy
Produção: Howard Benson

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  • Melina D

    curti o álbum pq me lembrou os trabalhos mais antigos deles [apesar de gostar de todas as fases]. Mas realmente dispenso os áudios com as histórias e barulhos rs

    • Eduardo Silva

      Eu também. Acho que são totalmente dispensáveis e até desnecessárias. Talvez num clipe mostrando a cena e tudo fique perfeito.

  • Alesson Gois

    Tirou onda, mano! Seja muito bem-vindo! Curti mais o disco anterior, apesar de achar esse com algumas faixas bem boas. 🙂

    • Eduardo Silva

      Valeu, brother! Também prefiro o último, mas este entra na lista de mais um bom álbum da banda, com um som muito arrojado. Aliás, “Criminal Conversations” está me conquistando mais a cada dia. 🙂 Será que tenho tendências criminosas? kkkkkkkkkkk

  • Mais uma vez, bem vindo ao AM mano!
    Quanto ao novo álbum do POD, eu gostei pra caramba, desde as prévias, achei o clipe de This Goes Out to You sensacional, e ao contrário do que a galera tem falado, eu achei a ideia dos diálogos e o fato do album ser conceitual como um plus, algo a mais mesmo, eles nunca tinham feito, realmente é um pouco chato ficar ouvindo os dialogos quando vc quer ouvir só a música, penso que eles poderiam ter colocado esses dialogos e efeitos sonoros em faixas separadas, caso vc queria ouvir só as músicas, masssss eu gostei muito da história dos diálogos, e as músicas tem muito haver com a história como um todo!

    Bom, no mais, excelente post, vamos que vamos! Deus abençoe!

    • Eduardo Silva

      Valeu, Deivid! Eu quem agradeço pela oportunidade, véio!

      Então… é como eu disse no coment da Melina, acho que nos clipes, esses diálogos e ruidos provavelmente ganharão imagem e aí sim, pra assistir vendo o contexto da música fica perfeito. Mas só ouvir fica meio que sobrando.

      Mas gosto é gosto, né? E como aqui é um espaço pra todo tipo de bom gosto, tá tudo certo! 🙂

      Abraço! Vamo que vamo! Deus abençoe!

      • Anderson Butilheiro

        Na real, não. o clipe de “This Goes Out to You” só tem a música mesmo. Se fosse o contrário, nos clipes tivesse os tais diálogos e no CD viesse só a música mesmo, seria bem melhor.

    • Fernando

      Não tenho como avaliar esse disco. Não consegui ouvir até o final. Fraquissimo, chato, irritante, constrangedor. Rise Of Nwo e Revolución com muita boa vontade são as únicas que se salvam. Outrossim, na mesma hora que adquiri o disco reeditei completamente exorcizando aqueles diálogos e ruídos mais chatos que dançar com irmã. O Som está sem qualidade, parece um mp3 96k. Lamentável. Pior disco dos caras

  • Anderson Butilheiro

    “ocorre através de vozes, diálogos e alguns ruídos que ocorrem antes, durante ou depois de cada música”

    Achei muito chato isso. Concordo totalmente com a sua experiência de querer apenas ouvir a música, direto. Até achei que esse detalhe pudesse ser exclusivo da versão “deluxe” (estendida, ou sei lá qual era o nome que estava no Spotify), mas não é. Estava presente no álbum normal também. E foi bem isso que me fez ouvir o álbum apenas duas vezes e pronto.

    Não achei nenhuma das músicas cativante, nenhuma me pegou de primeira, como geralmente acontecia nos álbuns mais antigos. Fiquei na esperança de ouvir um som que me surpreendesse, mas não aconteceu. Bem similar, no caso, ao que rolou com o novo álbum do Pillar, sobre o qual to me enrolando pra escrever aqui, mas o farei.

    • Eduardo Silva

      Ainda bem que você falou do álbum do Pillar, estava pensando o mesmo. Portanto, aguardo pelo seu post com grandes expectativas. 🙂

      Agora, sobre o álbum do P.O.D., te convido a ouvir mais algumas vezes. Diferente do que houve com o álbum do Pillar, eu passei a gostar mais. As músicas parecem aqueles pratos com temperos exóticos que você dá umas duas garfadas e ainda não sabe se é bom ou não, mas depois conclui que é sim muito bom. Pelo menos foi o que ocorreu comigo e com alguns que compartilharam dessa mesma experiência. Se tentar de novo, me fala como ficou o “sabor”.

      • Anderson Butilheiro

        Vou pensar a respeito. hahaha

  • Fernando

    Não tenho como avaliar esse disco. Não consegui ouvir até o final. Fraquissimo, chato, irritante, constrangedor. Rise Of Nwo e Revolución com muita boa vontade são as únicas que se salvam. Outrossim, na mesma hora que adquiri o disco reeditei completamente exorcizando aqueles diálogos e ruídos mais chatos que dançar com irmã. O Som está sem qualidade, parece um mp3 96k. Lamentável. Pior disco dos caras.