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É bom. É diferente. Mas não encanta.

Como o título do post mostra, estas são as minhas primeiras impressões sobre o tão esperado “Brutal Romantic” da Brooke Fraser.

É claro que todo lançamento precisa ser digerido com calma, principalmente quando ele traz profundas mudanças de sonoridade. Contudo, sabe aquela primeira audição que você faz de um disco e a sensação que tem ao ouvi-lo até o final? Pois bem, é sobre isso que quero falar.

Estava muito ansioso para ouvir esse disco por causa da grande reviravolta que a Brooke está fazendo. Antes de comentar o disco, acho relevante dizer o quanto estou admirando a ousadia dela, mesmo ciente  que tenha uma possível estratégia mercadológica por trás (leia-se Lorde e afins). Sei que o artista deve a seu público, mas acredito que ele deve a si mesmo antes de tudo. Não se prender a esteriótipo ou fórmula definidas são alguns dos fatores fundamentais para o crescimento de qualquer músico.

Vejo com bons olhos essa secularização da Brooke (entenda como ampliação lírica e musical e não um desvio de fé), pois abre um novo horizonte experimental e novos ouvintes. Afinal, em Brutal Romantic, ela simplesmente brinca com os sons e critica a forma como o mundo funciona. Todos nós fazemos isso no dia a dia, alguns utilizando a própria música.

Posto isso, queria compartilhar minha opinião sobre o disco, faixa a faixa:

Brutal Romantic

Psychosocial é uma excelente música de trabalho e acho que não teria outra melhor pra criar a ruptura desejada do que ela. Tanto pelo som, quanto pelo clipe já era possível sentir o clima “sombrio”  que o álbum teria. O coral, as batidas sintéticas, o vocal grave… elementos que mostram o tom reflexivo-crítico que a Brooke decidiu tomar.

Thunder vem com um vocal “embargado”, coral e as mesmas batidas (só que de uma forma mais para cima). Contudo, termino a faixa indiferente. Legal, diverso, mas sem surpresas.

Start a War é Lorde, é Lana Del Rey, é Florence and The Machine, é Diana Birch (em  “Speak A Little Louder”), é bom, é comercial e ponto. Mais uma faixa indiferente.

Kings & Queens é alegria. Muito bacana, do som ao clipe. Essa música me envolve, me faz entrar no ritmo e na simpatia que a Brooke quer imprimir. Imagino o quanto deve ser divertido num show.

Bloodrush é uma das que eu passo sem sentir falta. Segue a mesma identidade, mas não consegue emplacar. Fico esperando a grande virada, mas ela não vem.

Brutal Romantic deve ser uma declaração, confissão, desabafo, algo do tipo. Falo isso pela aceleração dos versos. É uma faixa muito mais para se prestar a atenção no conteúdo do que curtir o som.

Je Suis Pret é uma balada bacana. Nada de extraordinária, mas cumpre bem sua função. O refrão ecoa na mente por dar destaque para a bela voz da Brooke.

Magical Machine é sensacional. Para mim, é a mais inovadora e criativa canção do álbum. Achei o vocal muito diferenciado. Parece uma brincadeira. É divertida. Pra mim é a nova cara da Brooke.

New Stories é de uma apatia só. Chega dá preguiça de ouvir.

New Year´s Eve segue o mesmo ritmo da faixa anterior. Sintético, lento, apático.

Assim chego ao final do álbum com aquela sensação que faltou algo ou que ainda é o prenúncio de algo maior que virá. Contudo, acho Brutal Romantic complexo das letras aos arranjos. Um álbum bom, mas não encantador.

Enfim, repito: são só as primeiras impressões, minha opinião. Qual a sua? 🙂

Sobre o Autor

Modernizar o passado é uma evolução musical. (8)

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  • Agda Cristina Sousa

    hahaha… Adooooro!

  • Douglas Camilo

    Eu concordo muito com esta análise. Eu ainda estou tentando assimilar o novo estilo e confesso que não tem sido fácil. Eu já esperava um choque com este álbum, mas foi maior do que eu esperava rsrs

  • Danielle Santos

    nem tô animada pra ouvir, não faz meu estilo. fim

  • Ainda não me acostumei com o álbum, mas também não sou lá um grande fã da Brooke (ok, me julguem) e mesmo assim percebi que ficou meio esquisito esse negócio ai, muito pop, pop de mais na verdade. Vamos ver o que dá.

  • Pedro Henrique

    Faz tempo que não apareço por aqui. Mas preciso descordar integralmente. rsrs
    Achei muito bom o album e a coloca junto a outras vozes femininas que diferem de pop comercial como Lana del Rey e Lorde, citadas no texto. Essas são as vozes para as massas, mas sempre se tem vozes novas surgindo e trazendo tendencias e influencias que amanha serão incorporadas na musica pop de massa. Falo de nomes como Banks, FKA twigs, Jessie Ware ou mesmo Rhye, How to Dress Well e James Blake para trazer pra voz masculina. É uma leitura nova do R&B que se encontra muito bem com o Trip Hop. Achei ousado e comercial na medida certa para não tornar o album tão dificil.

    • Opa, e ai Pedro, Kephas certo? Bem vindo por essas bandas novamente e muito obrigado por compartilhar sua opinião. Como não entendo muito de Brooke, vou deixar essa pro Alesson comentar! Um Abraço!

    • Alesson Gois

      Opa! Então, cara, acho que nossas opiniões não se opõe hehe. Como falei no post, o meu comentário é mais “emocional”, de primeira impressão mesmo. Já o seu foi mais visionário. Não discordo da qualidade da Lana e cia, muito menos tenho aversão ao comercial, mas creio que o que faltou no disco da Brooke, pra mim, foi um feeling mais consistente no álbum. Tecnicamente está arretado, “ousado e comercial” como você disse, mas faltou um toque mais de “alma” nele (que era tão presente nos outros discos). Finalizo relembrando o trecho que une nossas opiniões: “prenúncio de algo maior que virá”. Abraço e valeu pela expressão!

  • Thiago Fermorais

    Achei sensacional! Talvez um dos melhores discos que ouvi.Mas em se tratando de Brooke, acredito que o álbum Flags ficou insuperável. Toda aquela leveza meio folk, meio sei lá o quê, com citações á Jack Kerouac e menções ao festival Coachella, fez dele um álbum colorido, pop e harmônico ao mesmo tempo. Tudo soa tão bem pensado, a capa meio retrô, os clipes; enfim, um delírio musical e visual para os amantes da arte.

    • Alesson Gois

      Eu que não gostava do Albertine, digo hoje que é o melhor disco da Brooke, seguido pelo Flags. 🙂