Chegou a hora de elencar os álbuns internacionais lançados em 2017 que mais estiveram presentes no meu player. Tentei ranquear os lançamentos por ordem de importância segundo meus critérios, mas não sei se tive êxito nessa árdua tarefa. Tenho um carinho especial por cada um desses itens e com certeza deixei mais uns 10 de fora, mas vamos em frente.

 

10. Jeremy Enigk – Ghosts

Jeremy Enigk finalmente está de volta! Depois do aclamado “ok Bear” (um dos meus álbuns favoritos de indie rock) e depois de muito tempo em silêncio, somos presenteados com Ghosts. O selo de qualidade Enigk está estampado na cara desse álbum, sendo assim, ele acaba sendo no mínimo muito bom. Um belíssimo trabalho de rock indicado para o povo do indie.

 

 

9. Sufjan Stevens – Planetarium

Sufjan Stevens não é desse mundo e não demorou muito para que ele refletisse sua origem em um novo trabalho. Planetarium é sem dúvidas o álbum mais “fora da curva” da carreira de Stevens, mas ao mesmo tempo é também um trabalho brilhante. É um álbum conceitual sobre o Sistema Solar e é também um trabalho colaborativo que conta com as participações de Bryce Dessner da banda de indie rock The National, com o baterista James McAlister da banda Ester Drang e com o compositor e arranjador de música clássica Nico Muhly.

 

 

8. The Gospel Youth – Always Lose

Um pouco de pop-punk não faz mal a ninguém não é mesmo? E para abastecer meu suprimento músicas que marcaram a adolescência, os garotos do The Gospel Youth chamaram minha atenção com o álbum Alaways Lose. Acabei sendo fisgado pela capa mais uma vez e não me arrependi com o que encontrei lá dentro. O vocal é bem legal apesar de me lembrar muito o timbre do Patrick Stump do Fall Out Boy, as músicas são aquilo ali, é pop-punk minha gente, não tem nada de mais, só que eu gosto. =)

 

 

7. Hundred Suns – The Prestaliis

O único álbum de metalcore da minha lista. The Prestaliis foi o álbum de estréia da Hundred Suns, banda paralela do vocalista da Norma Jean. O álbum é pesado, bem trabalhado nos arranjos e letras, bem pensado em sua construção e mais uma vez, muito pesado. Boa pedida para quem curte os metalzão da nova geração de bandas.

 

 

6. Rise Against – Wolves

Rise Against talvez seja a banda com maior presença no mainstream da minha lista, e apesar de terem tudo para lançar músicas apenas pra vender, eles não perderam a essência de sempre nesse imponente disco de hardcore melódico. Foi um dos álbuns que marcaram presença na minha playlist praticamente o ano todo. Para quem gosta do estilo, indispensável.

 

 

5. Cool Hand Luke – Cora

Cora foi um misto de alegria com decepção. Não consegui digerir ainda. Depois de muito tempo esperando pelo retorno da Cool Hand Luke não sei entendi bem o álbum, mas ainda sim mantenho ele no meu #top10, seja pelo apreço que tenho pelo legado da banda, seja pelo próprio disco que é bom, ponto. Ainda quero degustar com mais calma e fazer um review detalhado aqui no AM sobre ele, aguardem.

 

 

4. Steven Wilson – To The Bone

Um dos grandes nomes do rock britânico deu as caras em 2018 com mais um álbum solo de respeito. Steven Wilson dispensa comentários pelo seu trabalho com a banda Porcupine Tree, e como é de se esperar, não deixa a desejar nos trabalhos que faz sozinho ou em paralelo com outros feras por ai. To The Bone é uma espécie de pop/rock progressivo muito agradável e super produzido que contou com a participação mais que especial de Paul Stacey (Oasis) nas guitarras. Recomendadíssimo.

 

3. Fleshkiller – Awaken

O melhor álbum de metal de 2017, disseram alguns reviews por ai.

 

 

 

2. Anathema – The Optimist

Preenchendo minha cota de bandas de rock progressivo inglesas, Anathema chegou com “The Optimist”, um álbum muito bom, menos pomposo que os anteriores, mas ainda sim muito bom. Creio que apesar de não ter marcado os fãs de maneira inesquecível, esse trabalho manteve o nível da banda lá em cima. Se ainda não conhece o som da Anathema, você está perdendo tempo a contar de agora.

 

1. Becca Stevens – Regina

Becca Stevens lançou uma verdadeira obra prima. As letras, as melodias, as músicas, meus amigos… nada que eu disser poderá descrever as sensações que esse álbum me proporcionou. É de longe o melhor lançamento internacional de 2017, pelo menos dos que eu tive oportunidade de escutar, e esse ai eu escutei o ano inteiro. Excelente.

 

Menção Honrosa:

  • Emery – Revival: Não é bem um álbum novo, apenas uma revisitada nos clássicos, mas valeu de entrada enquanto não vem o prato principal
  • ’68 – Two Parts Viper: Ainda não consegui me acostumar, apesar de gostar muito desse tipo de som, acho que bate uma saudade do The Chariot.
  • Mutemath – Play Dead: Álbum muito bom, mas não me encantou, tenho que ouvir mais, está aqui pelo conjunto da obra.