metal

Para fechar (atrasado) nosso especial #SemanaDoRock, separamos três discos de três bandas diferentes que, para nós, representam bem cada vertente do cenário. E sim, em qualquer lista sempre vai faltar aquele álbum daquela banda, por isso, sem aperreios, por favor. 😉

 

 

BLACK METAL

 

Horde – Hellig Usvart (1994)

Mesmo que a qualidade não seja lá das melhores, “Helling Usvart” merece total reverência não só dos fãs de Black Metal. Esse disco é praticamente a gênese do estilo e foi lançado em uma época onde a ideologia satânica pregada pelas bandas estava em alta. Qualquer dia desses a gente faz um post contando os detalhes dessa momento histórico.

Antestor – The Forsaken (2005)

A discografia do Antestor é dividida em duas fases bem distintas: Doom nos dois primeiros discos e Black nos dois mais recentes. Ao lançar “The Forsaken”, a banda atraiu os ouvidos da crítica secular que fez rasgados elogios a altíssima qualidade da produção. Das curiosidades desse disco temos a presença de Hellhammer (Dimmu Borgir) na bateria e o trabalho de Kristian Wåhlin, designer que fez capas para inúmeras bandas do estilo, inclusive a “Storm of the Light’s Bane” da Dissection que é segue a mesma linha visual de “The Forsaken”. Enfim, um disco de tirar o fôlego!

 

Slechtvalk – Falconry (2000)

Escolhemos os holandeses da Slechtvalk para representar o Black Metal “épico”. As caracterizações medievais, o vocal lírico feminino e as temáticas fantasiosas são alguns dos elementos que tornaram a banda uma referência em nosso meio.

https://youtu.be/uPfGyAytR18

 

GOTHIC METAL

 

Virgin Black – Requiem Mezzo Forte (2007)

A justaposicão de pureza (Virgin) e escuridão (black) da humanidade, essa é a proposta da Virgin Black. Vinda da Austrália, a banda liderada pelo Rowan London estremeceu o cenário com sua proposta ousada, crítica e bastante complexa. Com um fortíssimo lirismo poético associado a um sonoridade operística, a virgem negra nos entregou verdadeiras preciosidades no Gothic/Doom Metal.

Saviour Machine – Saviour Machine I (1993)

Dramático, essa é a melhor definição para o trabalho Eric Clayton na Saviour Machine. Seu vocal carregado de emoção, o visual enigmático e as letras apocalípticas fazem da banda um desafio musical. É preciso atenção, tempo e sensibilidade para mergulhar na atmosfera angustiante que o grupo criou.

The Awakening – Tales Of Absolution + Obsoletion (2009)

Da África do Sul, o Ashton Nyte traz a ótima The Awakening. O som é comumente descrito como um híbrido de rock gótico, metal e new wave. Vale a pena conferir toda a discografia com destaque para ” Tales Of Absolution + Obsoletion” considerado como o mais dramático e teatral da banda.

 

DEATH METAL

 

Mortification – Scrolls of the Megilloth (1992)

Com 25 anos de estrada, sem dúvidas, a Mortification é um (se não, o) nome mais conhecido do metal cristão. A banda do australiano Stewe Rowe foi uma das pioneiras do cenário e conquistou o respeito de grandes gravadoras como a Nuclear Blast. Mesmo com vários momentos difíceis como doenças e saída de membros, a Mortification continua viva (mesmo que não com a potencial de outros tempos) e relevante para o movimento (principalmente com a Rowe Productions).

Antidemon – Demonocídio (1999)

Antidemon é o “Sepultura do Brasil” no que se refere ao reconhecimento internacional. Com um pouco mais de 20 anos de história, a banda do Batista é praticamente a avó do Death Metal brasileiro e “Demonocídio”, uma referência de técnica, ousadia e muita polêmica (Apodrecida que o diga).

Extol – Undeceived (2000)

Undeceived foi o álbum que alcançou a melhor nota pela crítica tanto secular como cristã. É um álbum que nos leva de encontro ao que há de mais pesado e mais brutal no Metal Nórdico. Um verdadeiro referencial dentro do Death Metal cristão, mesmo que a Extol não seja uma banda que se prenda muito à rótulos e estilos.

 

 

THRASH METAL

 

Tourniquet – Pathogenic Ocular Dissonance (1992)

É o terceiro álbum de estúdio da banda, lançado em 1992 e é também o último álbum com o vocalista Guy Ritter. O trabalho foi considerado pelos leitores da HM Magazine como o “Álbum Favorito da década de 90”, e no rank “Top 100 Christian Metal Albuns of all Time” ele alcançou a 23ª colocação. Nada mal, não? Vale lembrar que apesar de ter sido lançado pela Intense Records, mais tarde ele foi recatalogado pela Metal Blade Records.

Vengeance Rising – Human Sacrifice (1988)

É considerado até hoje pela crítica especializada como um dos mais importantes álbuns do Metal Cristão. Lançado em 1988, causou um enorme impacto no cenário e foi o primeiro álbum cristão com letras com diretas referências ao Cristianismo e à Bíblia a circular tanto no meio cristão como no meio secular com facilidade. Vale lembrar que estamos falando de música cristã ou de rock evangélico na década de 80, imagine uma treta de magnitudes escatológicas dentro da igreja, é só pensar que era o que havia de mais pesado e mais brutal na música cristã para aquela época. Um trabalho histórico!

Deliverance – Weapons of Our Warfare (1990)

Weapons of Our Warfare é considerado a Masterpiece da Deliverance. Lançado em 1990, é hoje item de colecionador. Foi relançado em 1998 pela KMG Records como uma versão remasterizada e uma bonus track chamada de “Rescue”. O vídeo da música que dá titulo ao CD foi está no TOP 10 Vídeos de Metal do Lars Ulrich do Metalica. Sem falar que esse vídeo alcançou o TOP 3 do programa Headbanger´s Ball da MTV por mais de um mês direto.

 

 

FOLK/VIKING METAL

 

Holy Blood – Waves Are Dancing (2005)

Podemos falar que os ucranianos da Holy Blood são os pioneiros e quase exclusivo representante do Folk Metal feito por cristãos. Fundada em 99, o grupo botou quente em seus lançamentos, principalmente em “Waves Are Dancing” que dá um show desde a capa.

Oskord – Weapon of Hope (2011)

Do racha com o Fedor Buzilevich, frontman da Holy Blood, surgiu a Oskord em 2008. Apesar de ter sido fruto de treta, ganhamos mais uma banda massa no estilo. Até o momento o grupo só possui o EP “Weapon of Hope”, de 2011.

Arvinger – Helgards Fall (2003)

A única representante do Viking Metal que se tem notícia até hoje (pelo menos pra mim), a norueguesa Arvinger continua na ativa, mas não produz nada além de “Helgards fall” em 2013 e duas faixas em 2004.

 

DOOM METAL

 

Morphia – Fading Beauty (2005)

Escolhemos os holandeses da Morphia para representar a vertente gutural do Doom Metal. Formada em 2005, a banda deixou obras-primas como Fading Beauty. Melancólico, reflexivo e suave, o grupo encerrou suas atividades lançando um ótimo registro ao vivo chamado “One Last Embrace”, em 2009.

 

Veni Domine – Fall Babylon Fall (1991)

Para a vertente progressiva do Doom, escolhemos a Veni Domine, banda clássica da Suécia que estreou tirando onda com “Fall Babylon Fall”, em 91. Ainda na ativa, o grupo preza pela qualidade e refinamento dos seus trabalhos para entrar um som limpo e bastante sofisticado.

 

Trouble – Psalm 9 / The Skull (1991)

Apesar de todas as polêmicas que envolvem a banda, a Trouble ainda é uma grande referência no Doom voltado para o Heavy Metal na linha do Black Sabbath e Judas Priest para o cenário cristão.

https://youtu.be/_U9ZkIsCdLg

https://youtu.be/C2l4gMviDMc

 

POWER METAL

 

Narnia – Long Live The King (1999)

Um disco clássico de uma banda clássica que está de volta. Long Live The King traz além de uma capa fabulosa, preciosidades como “Living Water”, “Dangerous Game” e a própria “Long Live The King”, um hino do metal cristão.

Divinefire – Glory Thy Name (2005)

Também das mãos do Christian Rivel vem a Divinefire, banda que, para mim, pôs o Power cristão em um patamar mais épico. O lançamento de “Glory Thy Name” foi um marco de qualidade técnica no cenário.

Seventh Avenue – Between The Worlds (2003)

Representante do Power alemão, a Seventh Avenue deixou um legado visceral de como fazer um som potente, consistente e viciante (sem falar nos belíssimos trabalhos gráficos). Destaque total para singular vocal do Herbie Langhans.

HEAVY METAL

Bride – Live To Die (1988)

Todas as músicas desse álbum são uma aula de Heavy Metal para qualquer um que se aventurar no gênero. Profundamente insano, “Live To Die” chega a ser assustador pelas notas alcançadas pelo Dale e a atmosfera sombria criada. O disco é recheado de clássico, incluindo “Heroes”, um hino do cenário.

Impellitteri – Answer to the Master (1994)

A dupla Rob Rock e Chris Impellitteri mostrou uma perfeita sintonia nesse disco que traz clássicos como “Warrior”. Play indispensável.

Saint – Time’s End (1986)

Formada em 82 e na ativa até hoje, a Saint é uma das grandes resistências do Heavy Metal tradicional. Os álbuns “Time´s End” e “Hell Blade”, de 2009, estão entre os 100 melhores álbuns do gênero pela HM Magazine.

HARD ROCK

Stryper – To Hell with the Devil (1986)

Tirando o fato de que foi o primeiro álbum do Metal Cristão a vender mais de um milhão de cópias recebendo o disco de Platina e também sem mencionar que foi o único álbum de Heavy Metal mencionado no hank “The 100 Greatest Albums in Christian Music” e por último sem falar que ele foi listado pela HM Magazine na 3ª colocação da “Top 100 Christian Rock Albums of All Time”, podemos chegar a conclusão de que é um álbum indispensável nessa lista, concordam?

Whitecross – In the Kingdom (1991)

Ganhador do Dove Award´s de 1991 para “hard music Album of the Year” é sem dúvidas um dos melhores discos do Whitecross na sua fase “Rex Carroll”. O vídeo de “No Second Chances” foi o primeiro vídeo da banda e já conseguiu chegar na MTV no programa Headbangers Ball. Um álbum clássico, gostoso de se ouvir do começo ao fim.

Petra – Beyond Belief (1990)

Considerado um dos melhores álbuns da banda, a Petra ganhou seu primeiro Grammy de Melhor Álbum de Rock Gospel com Beyond Belief. O sucesso foi tão grande que foi gravado um curta baseado no disco. A história fala sobre um jovem que se decepciona com Deus após problemas na família, mas se reconcilia com Ele depois de sua batalha espiritual.

PROGRESSIVE METAL

Neal Morse – Sola Scriptura (2007)

Tão extenso quanto suas músicas é a trajetória do Neal. Por hora, nos contentamos em destacar esta pérola produzida por ele: Sola Scriptura, 1h16 de um épico progressivo em apenas 4 músicas.

Visual Cliff – Collective Spirit (2010)

Fusão. Essa é a marca da Visual Cliff. A banda norte-americana lançou seu primeiro trabalho em 2003, curte misturar elementos do Rock e do Metal na maioria das suas músicas que são instrumentais. Vale a pena conferir também os discos Lyrics for the Living (2003) e Key to Eternity (2004).

Magnitude 9 – Decoding The Soul (2004)

Pouco se sabe sobre a situação atual da banda. Acredita-se que ela infelizmente tenha acabado depois do excelente “Decoding The Soul”, em 2004. Tão bom quanto é Reality in Focus, de 2001.