Durante todo esse mês de novembro e o próximo, uma enxurrada de canções de Natal começam a aparecer por aí. Versões de clássicos natalinos nas vozes das bandas de YouTube, lançamentos em CD de músicos consagrados e etc. Todo esse clima nos rodeia e o mundo da música passa por dois meses de overdose. Mas isso é ruim? Bom, pra mim, nenhum pouco. E pro mercado, menos ainda.

Desde bem pequeno tenho vivido esse clima que antecede o feriado num meio onde as canções de Natal são extremamente valorizadas. Meus pais sempre colocavam pra tocar uma série de álbuns (de vinil na época, claro) com artistas cristãos interpretando essas canções folclóricas, clássicas e até mesmo hinos cantados em nossas igrejas. Mas esse universo nunca foi limitado às igrejas cristãs, ou pelo menos não lá fora no exterior. E se tem alguém que sabe muito bem tirar proveito disso é o mercado fonográfico.

Nos EUA, por exemplo, os álbuns natalinos são tão comuns no meio secular quanto no cristão. Basta uma pesquisa rápida no YouTube que logo se vê uma enxurrada de lançamentos de artistas consagrados e de gente que tá procurando seu espaço. Afinal, é um nicho que se repete a cada ano e é sucesso garantido. Logicamente que, com essa popularidade, a indústria fonográfica não perderia a chance de faturar seus milhões anualmente. Só para se ter uma ideia, só este ano serão mais de 45 álbuns, sem contar os singles que aparecem por aí.

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O clássico “Ó Noite Santa” (“O Holy Night”), na voz do falecido cantor Jessé, era uma das canções natalinas que tocavam na minha casa nos idos dos anos 1980.
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Não é de se estranhar, no entanto, que o mercado enxergue tão bem esse momento: o Natal é a época do ano quando mais se gasta no comércio. Seja no mundo Ocidental, majoritariamente cristão, e mesmo no mundo Oriental, o feriado religioso movimenta todos os nichos. Aproveitar a boa época de vendas é ideal também pra quem vende música.

Aproveitando o tema, nas próximas semanas iremos ver a sequência da série Top 10 baseada no Natal. Começa nesta sexta-feira.

Sobre o Autor

Designer, fotógrafo, metido a escritor, amante de (boa) música, internet heavy user e blogueiro amador, mineiro, cruzeirense, cristão. Praticamente só ouve rock, quase sempre internacional. Ouve música quase o tempo todo em que está acordado e, às vezes, quando está dormindo também. Tocador de violão, baterista e cantor meia boca nas horas vagas.

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