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Gerson Borges é o cara. Um dos maiores nomes da música cristã brasileira possui trabalhos como um esmero que impressiona. Cada palavra e acorde são devidamente pensados a fim de proporcionar uma experiência espiritual única ao ouvinte.

De sua preciosa discografia, destacamos hoje a faixa “Discipulado”, do belo disco Nordestinamente.  O que chama atenção nela é a sabedoria que ele trabalha um tema tão batido e debatido no meio cristão: a dicotomia santo e profano. Com uma letra inspirada, Gerson Borges fala da sua experiência pessoal somada a de outros compositores da sua época o que, de certa forma, acaba representando a história da música cristã no Brasil.

nordestinamente

Lançado em 2009

Entendemos que para ele é inevitável um artista não ser influenciado por outro, seja ele do meio religioso ou não. Assim como em nossa vida não estamos restritos ao contato exclusivo com cristãos, nós carregamos traços oriundos das mais diversas relações sociais que possuímos. Nisso não há mal. O cuidado é ponderar a intencionalidade da arte e ressignificá-la com criatividade.

Ouça a faixa e conta pra gente o que você achou. Ahhh aproveita e se inscreve no nosso canal! 🙂

Discipulado
(Letra e música: Gerson Borges)

Gonzagão ouvia Caymmy
Que inspirou Buarque e Jobim
Os Baianos todos e o time
Dos Mineiros, foi sempre assim
Que se fez a nossa cantiga
A canção do nosso país,
Com Noel e o Samba da antiga,
As Cantoras do Rádio, Elis

Rebanhão misturou de tudo
Som Maior bebeu no Tio Sam
Grupo Elo fez seu estudo
VPC olhou pro amanhã
O Guilherme, o Jorge, o Pimenta,
O Bomilcar, Rehder, João,
Aristeu e uns mais de quarenta
Imitei não tive opção

Todo mundo imitou todo mundo
Um por um se inspirou em alguém
Do mais simples ao mais profundo
Não há um que não olhe ninguém
Do mais raso ao que vai mais fundo
Todo artista é aprendiz de alguém

Sabe que o Chico, lá no começo
João Gilberto queria ser
E compor, se eu não esqueço
Com o Tom que o viu nascer
O Baião é primo do Samba
Dois-por-quatro, é quase igual
E a viola, se o dono é bamba
Chora em Sampa ou no Pantanal

Aprendi a cantar na igreja
Violão ganhei do meu pai
E por mais “moderno” que eu seja
Hino antigo é bom e não cai
Eu sou filho de tudo isso,
Que panela é minha canção
Celebrando o compromisso
Brasileiro de adoração

Todo mundo imitou todo mundo
Um por um se inspirou em alguém
Do mais simples ao mais profundo
Não há um que não olhe ninguém
Do mais raso ao que vai mais fundo
Todo artista é aprendiz de alguém.

Sobre o Autor

Modernizar o passado é uma evolução musical. (8)

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