308594_502063896526750_1863439706_n

Não sei se é senso em todos os cantos, mas lembro bem das intensas discussões que rolavam entre meus amigos sobre a falta de criatividade dos cristãos brasileiros. Criticávamos a Aline Barros por suas infinitas versões de Hillsong e companhia, criticávamos o modelo de igreja importado da Europa/EUA e assim vai. Dizíamos que é tudo desconexo com a nossa realidade etc etc etc.

Em tempos recentes está rolando o boom do Movimento Emergente e correlatos pelo país e, tenho notado que, curiosamente, a mesma prática tem ocorrido entre os que protestavam. Claro que há várias exceções musicais (Ex.: Palavrantiga e afins), contudo, confesso que é um tanto inquietante ver essa absorção estética, musical e comportamental em nosso meio. São luzinhas, barbinhas, rodinhas e tanta falta de identidade que chega a me tirar o ânimo. Não critico o teor lírico, nem a intencionalidade/espiritualidade de ninguém. Falo do que Elis cantava:

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais.

  A seguir, trago alguns casos dessas similaridades modernas e gostaria de saber sua opinião sobre. 🙂

 

 

 

http://youtu.be/XvVmdxxLFD4

  • Herberti e Ana Pedroso

    Todos os clips são iguais, apesar de serem diferentes cantores/grupos. Todos seguem a estética “Acústico MTV”, pela qual tenta-se passar um certo intimismo sofisticado, e, no contexto cristão, um ambiente de suposta espiritualidade apaixonada. E, como tudo na vida, depois de algum tempo torna-se extremamente chato e pedante, ainda mais porque, e isto é um fato, quase todos os ministradores com o tempo tornam-se profissionais da “paixão”, repetindo ad-nauseam aquelas expressões e gestos próprios da “adoração extravagante”.

    • Anderson Butilheiro

      Sem mais.

    • Alesson Gois

      Hadouken! hehehe

      Brincadeiras a parte, nem me atrevo a falar da espiritualidade dessas pessoas, mas acho estranho colocá-la dentro de uma “forma” lírica e estética.

  • Anderson Butilheiro

    Baruque, acho que você poderia ter explanado mais no texto, mano. Tem muita coisa pra se falar sobre o tema… hahaha

    • Alesson Gois

      Só provocações, jovem. Acho o debate mais cool hehe 🙂

  • Kezia S. Soares

    Não há nada de errado em copiar um cenário de um clipe qualquer. Está bonito? Fica bom? Então posso buscar inspiração. Nesse sentido não vejo nenhum problemas. Se não teríamos que para com tudo: Clipes na praia, andando na rua, nos banco da igreja com os belos vitrais desenhados ao fundo. Tudo isso eu já vi. Quanto a música, é só uma versão brasileira e quanto a isso, desde que esteja dentro do contexto e sentido reais da música, está tudo bem tambem. Graças a Deus, nossos irmãos têm escrito coisas tão lindas sobre Cristo, felizes são aqueles que conseguem traduzir toda essa beleza em nosso tão belo idioma.

    • Alesson Gois

      Aham, Kezia. Como dissemos no texto, não julgamos a intencionalidade nem a espiritualidade deles. Só estamos chamando atenção para o risco de limitação ou padronização artística. Acreditamos que temos potencial para incorporar referências e adaptá-las à nosso modo. Cremos que fazer isso é um exercício da criatividade divina. 🙂