Relembrar é algo bem interessante. Te traz nostalgia, cria diálogos interessantes, eleva sentimentos, bons ou ruins, cria reflexões que não seriam possíveis apenas com o deslumbre do presente. Pode até trazer esperança, como dizia Jeremias.

Tempos que me pego pensando nessa bandinha (sem conotação diminutiva, por favor) de piano rock que desde quando era tenra a minha adolescência, fez parte de grande parte do meu personal soundtrack, vamos dizer assim.

Foi divertido conhecer o Seabird logo no lançamento de “Rock Into Rivers”, de longe o trabalho mais diversificado e ao mesmo tempo reflexivo do conjunto. A capa do disco (vide imagem), talvez uma alusão à Stars do Switchoot, foi convidativa e de certa forma não me arrependi. Foi aí que deu-se início a jornada.

Som contemporâneo, timbre de voz bacana, piano soando como o diferencial em toda a trajetória do tracklist. Inclusive algumas gratas surpresas como o cunho inteligente de composição de Finally Done Right e o clipe ralézinho, porém satisfatório de Don’t You Know that You’re Beatiful.

Voltar atrás e escutar “Til We See The Shore” e analisar a simplicidade de Rescue, ou, até mesmo cantar Let Me Go On durante meses indo para a faculdade; Aguardar um pouco ansioso o lançamento de “Troubled Days”, mesmo não achando a música título tão empolgante assim; Adorar o viés country jam de Stand Out e praguejar a falta de teocentrismo por quase todo o último disco; Quase três anos depois se deparar com um fan made video de Golden Skies com o poder enorme de fabricação de suor másculo.

Afinal, por onde anda o Seabird?

Me espanta saber que, mesmo não sendo tão mais parte do meu now playing atual, admito que tenho um carinho, que nem eu sabia da existência, por esses “kentuckyanos” alternativos. E também não venho te dar boas notícias ou más, até mesmo porque nem eu sei. Hiato? Fim definitivo? Novo lançamento a caminho? Desculpe te desapontar, leitor amigo. Essa singela postagem não tem intuito informativo e ouso dizer que nem de entretenimento, mas se você clicou nela:

 

Sobre o Autor

John Perkins disse certo: O amor é a luta final.

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