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Trocamos umas ideias com os mineiros da Primerandar quando lançaram seu álbum de estreia. 🙂

 

AM – Como e quando surgiu o Primerandar? De onde vocês vieram e como tudo começou?

PRIMERANDAR – A banda surgiu a mais ou menos três anos e meio, eu (Wolfgang Werneck) tocava em uma banda de punk/HC, chamada Cachorro Pelado, o Joaquim era baterista e o Wendhell tocou durante um tempo o baixo. Nós começamos a amadurecer e isso já estava transparecendo nas nossas músicas, elas estavam ficando “bonitas de mais” para punk rock. Comecei a escrever umas músicas diferentes mais lentas com letras mais fortes e nesse meio tempo a banda acabou.
Um belo dia o Rômulo, que já era meu amigo dos tempos de HC, estava na minha casa e viu uma dessas músicas no meu computador, eu perguntei se ele queria ouvir ele disse que sim, quando terminei de tocar ele disse que tinha gostado, então comecei a mostrar outras músicas, quando terminei de tocar a “É, eu sei”, olhei pra ele e ele tava com os olhos cheios de lágrimas deitado na cama do meu irmão todo barbudo e gordinho então ele me disse “veio essa é a musica da minha vida, vamos montar uma banda?”, foi ai que tudo começou. (risos)

 

AM – Como vocês decidiram pelo nome Primerandar? O nome tem algum significado específico para vocês?

PRIMERANDAR – Primerandar são duas palavras em espanhol, “PRIMER” (primeiro) “ANDAR” (andar), quando ouvimos esse nome ele nos leva ao passado, aos nossos primeiros passos como músicos, nossos primeiros instrumentos, nossas primeiras bandas e também ao começo de caminhada da Primerandar.
Para se alcançar um objetivo é necessário começar a caminhar, e os primeiros passos normalmente são os mais difíceis, esse nome é pra nunca nos esquecermos de onde saímos, quem somos e porque estamos aqui.

 

AM – Quais são as principais influências da banda?

PRIMERANDAR – São muitas, tantas que algumas se tornam imperceptíveis no emaranhado de influencias que agente vive, até porque nós não ouvimos as mesmas bandas, cada um gosta mais de um estilo de música.
O Joaquim gosta de coisa viajada, sua banda favorita é sem dúvida a Thrice, o Rômulo gosta de Rock de dar chute na porta e soco na cara hahaha, acho que o que ele mais tem ouvido é Black Drawing Chalks, o Wendhell é fã de Cold Play e eu tenho ouvido muito Foo Fighters e no meio disso tudo entram bandas que ouvimos no dia a dia como U2, Johnny Cash, Bob Dylan, Damien Rice, Jonh Mark McMillan, Kings of Leon, Monno, Pense, Estrada e mais um monte que eu não estou lembrando agora. Então vira uma mistura tão grande que o som fica original. hahaha.

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AM – Ao ouvir as músicas do Primerandar é impossível não atentar para as letras e para a forma como elas são colocadas. Vocês conseguem lidar com assuntos muito variados mas sempre mantendo alguns valores em destaque. Como funciona o processo de composição das músicas?

PRIMERANDAR – Eu gosto sempre de ter uma melodia ou “riff” que me faça à cabeça primeiro, depois eu escrevo as letras em cima disso, normalmente são muito pessoais, mas como todos nós vivemos quase sempre os mesmos dilemas as pessoas se encontram nelas. No primeiro E.P nós encontrávamos na minha casa para criar a parte das cordas, e só depois delas prontas ou semi-prontas entravamos para estúdio para incluir a batera e fazer as modificações e encaixes necessários.

 

AM – Nós sabemos que uma das grandes dificuldades de muitas bandas que estão começando é a questão da visibilidade em um mercado muitas vezes tendencioso e por vezes saturada. Como vocês encaram essa situação e qual a visão da banda em relação ao Mainstream e o Underground? Vocês têm objetivo de “sair” do Underground para tentar algo com maior visibilidade? Qual a missão do Primerandar nesse sentido?

PRIMERANDAR – O começo de tudo na vida é mais complicado, até você conseguir se estabelecer tem que ter muita raça, suor e pessoas que acreditem no mesmo sonho que o seu, na minha opinião o mais complicado no underground é a visibilidade mesmo, tenho visto tantas bandas boas simplesmente deixadas de lado, e definhando com o passar do tempo já que não tem o Feedback necessário para continuar.
Hoje em dia com a internet todo mundo consegue seus quinze minutos de fama, e normalmente são esquecidos depois de algum tempo, nosso maior objetivo é conquistar um publico fiel, seja ele de cem pessoas ou de um milhão rs.

 

AM – A primeira EP da banda foi lançada a pouco menos de 1 ano. Como foi a recepção do público ao ouvir o som de vocês no começo e como vocês reagiram com a repercussão no meio do pessoal e dos amigos que gostam e acompanham o trabalho do Primerandar?

PRIMERANDAR – Fomos muito bem recebidos, melhor do que esperávamos, e claro, ficamos muito felizes com isso e orgulhosos do nosso trabalho. Temos vivido um crescimento pequeno mas continuo, olho na pagina da Primerandar no Facebook e tem gente de Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e vários outros estados que não me lembro agora, curtindo,tem gente até de Portugal veio, isso nos deixa muito felizes, não vemos a hora de tocar em outros estados.

 

AM – Em relação ao primeiro trabalho que vocês lançaram como foi a produção das músicas, quem produziu, como foi gravado?

PRIMERANDAR – A banda estava vivendo talvez o pior momento que já vivemos, estávamos procurando um baixista à três anos, e nenhum deles continuava, até que o Leonardo Caldeira apareceu e firmou com a gente. Tínhamos seis musicas prontas e queríamos tocar, não agüentávamos mais ficar em estúdio ensaiando, então veio o “Leo” pedindo pra sair hahahahaha. O E.P foi a última tentativa de fazer essa banda funcionar, pedimos ao “Leo” para gravá-lo conosco e ficar por um tempo até que conseguíssemos alguém para substitui-lo. O processo de gravação foi lento, demoramos uns três meses para finalizá-lo porque não tínhamos tempo, todo mundo trabalhando e estudando, foi osso!!! Gravamos com o Lucas Guerra da banda Pense, e essa foi a decisão mais acertada, o cara é foda, foi paciente com a gente, e no meio da gravação a opinião dele já contava tanto quanto a opinião de um dos membros da banda, inclusive os back vocais são todos dele e duas partes de guitarra ele criou e gravou. Partindo disso o E.P foi gravado e produzido pelo Lucas mesmo. (Vlws mano!!!!! Fim do ano é nois de novo hehehe.)

 

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AM – O primeiro show de vocês foi no “Vitrola Rock Clube” no final de 2011, quando lançaram as 6 músicas da EP. Como foi essa primeira apresentação para o público? Quais foram as impressões e expectativas da primeira apresentação?

PRIMERANDAR – Eu estava muito nervoso veio putz, três anos esperando por isso e tudo tinha acontecido junto, o lançamento do E.P coincidindo com a nossa primeira apresentação; erramos pacas!!!! hahahahahahaha.Quando terminamos de tocar a galera deu muita moral, ficamos satisfeitos com o show mas com um sentimento de que precisávamos melhorar muito, e estamos trabalhando nisso.

 

AM – A banda disponibilizou na internet para download o EP completo com todo o material (fotos, release, letras). O que vocês pensam sobre essa questão; Vender cds, Disponibilizar para Download, Pirataria…; como vocês encaram tudo isso e porque decidiram disponibilizar para download as músicas? O resultado foi positivo?

PRIMERANDAR – Nós surgimos do nada, entramos pro meio tipo “chegamos, se alguém se interessar estamos ai”. Queremos crescer aos poucos, ganhar um publico fiel, nossa intenção agora não é vender um milhão de CDs e sim divulgar o nosso “trampo” pra todo lado o máximo que pudermos, fizemos apenas cem E.Ps físicos, para que os amigos mais próximos que nos acompanharam no começo da caminhada tivessem uma lembrança disso.
A disponibilização foi muito boa, uma “pá” de gente baixou e ainda tem baixado, e “vamo que vamo”, quanto mais melhor.

 

AM – Recentemente vocês gravaram um Vídeo Clipe com uma produção de alto nível, algo que a até pouco tempo atrás era bem raro para bandas do cenário independente. Como surgiu a idéia da gravação desse Vídeo e como foi a produção do mesmo?

PRIMERANDAR – Devemos isso à Dih Leall, ela abraçou a banda como se fosse dela, chegou com tudo, a ideia, o roteiro, o local, a galera pra filmar e editar, nós só aparecemos e tocamos hehehe.Ficamos boquiabertos com o resultado, ultrapassou nossas melhores expectativas, com certeza a Dih é uma profissional do caramba.
A partir dai a convidamos para ser parte da banda, ela que vai na frente arrumando shows, nos agenciando e tudo, é o nosso quinto elemento hehe. (Vlws Dih!!!!!!!!!!!!!! Tamo junto.)

 

AM – Como anda o cenário underground nas cidades por onde vocês tem se apresentado e quais bandas vocês poderiam citar desse meio que estão junto com vocês na mesma caminhada?

PRIMERANDAR – Existe um crescimento interessante no meio underground, as bandas tem se unido para criar um movimento que ultrapasse as barreiras dos pequenos shows, os eventos tem sido mais bem elaborados. Tudo indica que o underground tende a crescer mais, até porque existem bandas muito boas no meio como Pense, Estrada, Jack Roldana, Metamorfone, Eu Era Dois e mais um “cado” que eu não lembro agora hehe.

 

AM – O que vem pela frente agora? O que a galera pode esperar do Primerandar para os próximos dias?

PRIMERANDAR – No fim do ano pretendemos voltar a gravar e fechar um álbum completo para o começo de 2013, já tenho algumas das músicas escritas, inclusive já estamos tocando duas delas nos shows, nesse meio tempo queremos fazer mais um ou dois clipes e tocar pra tudo quanto é canto!!!!!!

 

AM – Deixem uma palavra final pra galera que está lendo vocês aqui no Apenas Música e desde já muito obrigado pela entrevista.

PRIMERANDAR – Primeiramente queria agradecer ao Apenas Música que nos cedeu esse espaço Vlws mesmo, e também parabenizá-los pelo blog que está ótimo!!!!
Queríamos agradecer a Deus que tem sido maravilhoso conosco, a todos que tem nos acompanhado, acreditado em nós e nos dado força, tamo junto!!! Nós somos a Primerandar, e é isso que agente faz!!!!!! (:

 

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www.primerandar.com.br

Sobre o Autor

Modernizar o passado é uma evolução musical. (8)

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