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Fala, galera! Tivemos o imenso prazer de conhecer e entrevistar os paraenses da Chuvas e Cataventos, uma nova e excelente banda de indie rock que lançou recentemente seu primeiro EP chamado “O Mundo de Dentro”. Confira aí:

Apenas Música: Conta pra gente qual a história por trás do inusitado nome “Chuvas e Cataventos”.

Chuvas e Cataventos: O nome “Chuvas e Cataventos” veio de alguns conceitos gerados entre conversas entre amigos. Primeiramente surgiu a palavra “Cataventos” (ideia da Samanha Kunst, guitarra base e vocal). Ela pensou em sua função: pra que serve um catavento se não para girar? Um vento que passa por ele nunca é o mesmo que irá passar novamente e, às vezes, vêm ventos fortes, fracos ou tempestades, mas ele continua girando, continua cumprindo sua função e, assim, é também a vida das pessoas: na11787334_10153663870865695_1000732079_n vida temos momentos de ventos fortes, fracos, tempestades, mas ainda sim precisamos cumprir aquilo para o qual fomos criados a fazer (no caso, música). Então, vimos que o nome “Cataventos” combinava muito conosco. Queríamos continuar girando mesmo em qualquer vento. Todos gostaram da ideia, porém sentíamos que faltava algo. Foi quando o Daniel (guitarra solo e vocal) e Tiago Rocha (vocal e violão) vieram a um dos ensaios debaixo de muita chuva e perceberam que quase todo ensaio nosso chovia muito. Então o Daniel sugeriu adicionar a palavra ‘’chuvas’’ ao nome, por causa disso, ficou “Chuvas e Cataventos”. Logo após esse momento percebemos que deveríamos ser como chuvas: levar água em terras secas. Levar com a nossa música, a arte, o amor, a fé e a poesia para lugares e pessoas por onde passássemos.

Apenas Música: Como vocês chegaram à formação atual e como é conviver com 7 integrantes numa banda?

Chuvas e Cataventos: Nossa história é engraçada nesse sentido. Nós somos 7 porque fomos nos juntando por coisas em comum. Éramos amigos em comum que gostavam de compor e de cantar, porém nenhum de nós tinha banda. Foi quando Samantha Kunst e Tiago Rocha começaram a conversar com os outros integrantes com a ideia de misturar nossas composições para criar algo dinâmico. A proposta de formar nossa própria identidade a partir das ideias de cada um foi aceita por unanimidade. Acabamos ficando todos juntos e não nos largamos mais (risos).

Apenas Música: “Indie rock com algumas pitadas de Ska, MPB, Folk e música Pop”. Fala pra gente sobre essa mistura de estilos. E quais as bandas que são referências para vocês?

Chuvas e Cataventos: Bom, como citado anteriormente somos 7 cabeças pensantes e apesar de termos algumas influências em comum ,cada um tem uma pegada peculiar. A Nathália e a Samantha vão mais pelo folk, blues e MPB então, puxam a banda para esse lado. Mas o Daniel, por exemplo, é mais do rock e tem preferência por sons mais Capturarpesados. O Trajano e o Tiago preferem algo mais alternativo, mais aproximado ao indie rock. E, com idéias tão diferentes, conseguimos criar arranjos juntos, de maneira a ter um som bem a nossa cara. No entanto, ainda não experimentamos tudo que queremos. Existem muitos elementos que serão acrescentados nas próximas canções. A gente tenta fazer algo que primeiramente soe criativo, mas ao mesmo tempo tentamos deixar algo bom de ouvir. Queremos prender a atenção dos ouvintes até o fim da música e, para isso, geralmente fazemos variações rítmicas. Todos da banda participam desse processo criativo juntos. A gente ouve muita coisa, mas podemos dizer algumas das principais influências como grupo são: Phill Veras, Rubel, Los Hermanos, Cícero, Marcos Almeida, Lorena Chaves, Chico Buarque, Caetano Veloso, Tom Jobim, Beirut, Stênio Marcius, Jorge Camargo, Artic Monkeys, Marcelo Jeneci, Oficina G3, Livre para adorar, The Kooks, Vanguart, Tiago Iorc, Pato Fu, entre outras tantas.

Apenas Música: A música paraense, conhecida pelo carimbó, guitarrada e tecnobrega, influencia o trabalho de vocês?

Chuvas e Cataventos: Nesse primeiro EP não utilizamos esses elementos, mas é algo que já foi conversado entre a gente. Gostamos muito de carimbó e pensamos em colocar referências nesse estilo futuramente em nossas canções.

Apenas Música: Como tem sido a recepção local da banda? Encontram dificuldades?

Chuvas e Cataventos: Temos um pouco mais de 1 ano. Estreamos em junho de 2014 em uma das edições do Eletroacústico (evento cristão que trata a arte numa visão contextualizada), realizado no teatro Waldemar Henrique, um dos mais importantes de Belém. Depois disso tivemos grandes oportunidades como: tocar duas vezes na livraria SARAIVA; abrir o show da Lorena Chaves no Cine CCBEU e do Nilson Chaves (cantor da terra de grande relevância)10418249_302428966587653_651130590124787310_n; e, lançar nosso EP no também importante teatro Margarida Schivasappa em outra edição do Eletroacústico. Acreditamos então que, com o pouco tempo de banda, conquistamos muito. Tocamos em muitos lugares onde bandas cristãs não tocam e, como não levamos um rótulo, acreditamos que isso nos ajuda. Temos sido bem recebidos pelas pessoas que nos escutam de todas religiões. Temos sido convidados para tocar em eventos bons em Belém e isso tudo tem nos animado a prosseguir e expandir nosso som à outras cidades. Quanto à dificuldade, existe sim como toda banda alternativa e independentena na questão de incentivos. Porém, é importante fazer a dificuldade se tornar uma oportunidade quando se têm objetivos a cumprir.

Apenas Música: O cenário fonográfico ainda continua em profundas transformações, como tem sido a produção musical por aí? E o que vocês acham da onda streaming pós-era download?

Chuvas e Cataventos: Aqui em Belém ainda existe certa dificuldade com relação à produção musical. Ainda é muito centralizado. Melhorou bastante, mas ainda tem muito a ser conquistado. Quanto a nova fase do streaming acreditamos que ele seja necessário porque nos leva mais longe, nossa música pode chegar a mais lugares. Mas acreditamos que o que traz um certo incomodo aos artistas (e não poderia ser diferente com a gente) é sobre a questão do investimento que é feito. Contudo, entendemos esse novo momento e pretendemos nos adaptar da melhor forma possível.

Apenas Música: Vocês estão no começo da carreira. Que dicas vocês dariam pra quem quer seguir esse caminho?

Chuvas e Cataventos: Ter certeza do que quer fazer. Se manter focado. Correr atrás das oportunidades porque o que conquistamos até aqui tem sido tudo graças a Deus, mas também é fruto de muita dedicação. E também manter os amigos e familiares que acreditam no seu trabalho sempre por perto. Procurar construir sua própria identidade é o que marca uma banda ou um som, e sempre buscar evoluir musicalmente no sentido de buscar novas referências e aperfeiçoar técnicas. Tudo isso resulta em maturidade. É o que temos buscado e tem tido muito resultado para nós. Acreditamos que essas seriam boas dicas para todas as bandas que estão começando também.

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Apenas Música:  Como estão os planos para o futuro?

Chuvas e Cataventos: Lançamos o nosso primeiro EP em março e temos interesse de divulgá-lo bastante nessa fase. Nossas músicas estão disponíveis no Soundcloud e, em breve, em outras redes de divulgação musical. Em um futuro próximo estaremos gravando nosso primeiro clipe. Estamos buscando fechar contato para tocar em outras cidades (esperamos que isso aconteça o mais breve possível). Desde já agradecemos o APENAS MÚSICA por esse espaço para mostrar nosso trabalho! Obrigado!

 

Para quem quiser entrar em contato com a banda ou comprar o EP (R$ 10 + Frete) é só acessar a fan page deles AQUI. 🙂

Sobre o Autor

Modernizar o passado é uma evolução musical. (8)

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  • Renoir Gomes

    Curti…. achei legal…